segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Oportunidade de contato com posturas científicas



Toda matéria é constituída de elementos muito pequenos, os átomos, que por sua vez estão organizados em estruturas mais complexas, as moléculas. Nas transformações químicas, ocorre a alteração na forma como essas partes são unidas entre si e novas substâncias são formadas. "Com os mesmos átomos, podemos produzir substâncias distintas devido às diferentes combinações possíveis entre eles", diz Antônio Carlos Dias Ângelo, professor do Departamento de Química da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Bauru. Variações na cor e na textura e o aparecimento de odores são algumas das evidências que podem indicar a transformação química. 

Ao trabalhar o tema em sala, peça que as crianças deem exemplos e digam o que acham que ocorre nesses casos. Levante as dúvidas e as hipóteses delas. É possível que cheguem a conclusões erradas, mas isso faz parte do aprendizado dessa postura científica. Experiências simples, como a preparação de uma massa de pão, ajudam a turma a entender melhor o conceito de transformação (leia o plano de aula). "Nesse tipo de atividade, é possível ver os indícios de transformação a olho nu", explica Marcelino Júnior. 

Durante a etapa de observação, é importante assegurar se os alunos notam as evidências de reação química. Para isso, vale questionar que alterações puderam ser observadas desde o estado inicial até o final. A aparência mudou? Surgiram novas substâncias? Tudo o que é observado deve ser anotado pela turma. "O registro ajuda o estudante a avaliar o processo de transformação. Dessa maneira, eles conseguem organizar suas ideias e chegar a uma conclusão", diz o químico Thiago Tassinari Lopes, pesquisador da Sangari Brasil.

Dica do especialista
"É preciso estimular os alunos a observar as transformações químicas que os cercam. Assim, seu conhecimento será mais bem explorado pelo professor e suas hipóteses poderão ser testadas em sala de aula."

Antonio Carlos Pavão, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor do Espaço Ciência, em Olinda

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